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Foto de arquivo
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Moçambique tem pouco mais de 25 milhões de habitantes. A idade média é de 17 anos e a esperança de vida é de 53 anos. Mais números: Em 100 mil nascimentos, 408 mulheres perdem a vida. A prevalência de HIV é de 11 por cento. Uma em cada duas raparigas casa antes dos 18 anos e uma em dez já está casada aos 15.

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Mas nos últimos dez anos, a taxa média de crescimento económico é de mais de 7 por cento, uma das melhores de África; aumentou substancialmente o ingresso ao ensino primário; a mortalidade de menores de cinco anos reduziu.

Com a possibilidade de explorar mais recursos naturais, o país poderá ter dias melhores, mas é preciso investir nas áreas sociais, reduzir assimetrias regionais, atacar questões culturais que atrasam a evolução da mulher, dizem os especialistas.

Moçambique contou nos últimos 40 anos com o apoio da comunidade internacional, muitas vezes coordenada pelas Nações Unidas.

Jennifer Topping, coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, dá dicas sobre o que o país precisa no futuro: "Expandir e melhorar a qualidade de educação para que os jovens aproveitem as oportunidades que se abrem nos sectores de agricultura, recursos naturais e energia".

Os políticos repetem várias vezes que o futuro de Moçambique está nas mãos da juventude. Uma juventude que cada vez mais reclama os seus direitos, o que o director do Instituto Nacional da Juventude, Rui Mapatse, diz que é "sentido de responsabilidade".

O acesso ao sector produtivo é uma das revindicações da juventude, num país onde 70% da população vive no meio rural e que sempre definiu a agricultura como base do desenvolvimento, muito antes da onda de recursos naturais.

Benedito Cuanguara, agro economista, que estudou na Michigan State University, nos Estados Unidos da América, diz que sem investimento estatal e estratégias realísticas alavancar a agricultura pode ser uma miragem. Cuanguara defende, por exemplo, a aposta na tracção animal.

Para que isso acontença, é preciso combater o nepotismo, alerta Graça Samo, coordenadora do Secretariado Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.

Membros da comunidade moçambicana na África do Sul comemoram os 40 anos da independência com olhos postos em casa, depois de duas ondas de violência contra imigrantes africanos no país.

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Os emigrantes dizem que a África do Sul deixou de ser acolhedora e que com a paz prevalecente em casa já podem regressar para ajudarem no desenvolvimento do país.

A África do Sul acolhe a maior comunidade moçambicana no estrangeiro.

Muitos atravessaram a fronteira para fugirem ao conflito armado entre o Governo e a Renamo, apoiada pelo então regime do apartheid.

Para o embaixador Fernando Fazenda, há pessoas aparentemente distraídas que se esqueceram da destruição gratuita dos grandes projectos de desenvolvimento económico concebidos pelo novo Estado independente.

A filha do antigo Presidente Samora Machel, proclamador da independência nacional, considera que a juventude é a solução dos problemas que o jovem Estado de 40 anos enfrenta.

Por seu lado, Ananias Banze, conselheiro da comunidade moçambicana em Pretória, que vive na África do Sul desde a década de 1960, diz que o seu país está melhor hoje do que no passado.

As celebrações dos 40 anos da independência nacional na África do Sul prosseguem toda a semana até próximo mês em diversas regiões do país.

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