A dirigente birmanesa pró-democracia Aung San Suu Kyi afirmou que a política dos Estados Unidos de trabalhar com a Birmânia está a promover a mudança democrática no país.
A laureada com o Prémio Nobel da Paz e lider da Liga Nacional para a Democracia Suu Kyi avistou-se, esta sexta feira, com a secretária de Estado norte americana Hillary Clinton no que foi descrito como sendo um momento histórico para a Birmânia e os Estados Unidos.
Após conversações com a secretária americana, Suu Kyi afirmou aos jornalistas esperar que a visita, a primeira de um secretário de Estado norte americano em mais de cinquenta anos venha a renovar os laços de amizade e entendimento.
A dirigente birmanesa sublinhou que a diplomacia norte americana ajuda a fazer avançar a democracia na Birmania.
“Estou muito confiante de que se trabalharmos em conjunto, e refiro-me ao Governo birmanês, à oposição e aos nossos amigos dos Estados Unidos e do mundo inteiro, não haverá como recuarmos relativamente ao caminho para a democracia. “
Washington evitou o contacto com a Birmania desde 2009 após o golpe militar, em resposta aos abusos dos direitos humanos, mantendo ainda sanções económicas.
Em 2009 o presidente Barack Obama iniciou uma politica de duas vias em parte para contra balançar o relacionamento chines com a Birmania.
A dirigente da Liga Nacional para a Democracia sublinhou que a Birmania necessita de ajuda não apenas dos Estados Unidos bem como outros membros da comunidade internacional.
Clinton encontrou-se com Suu Kyi um dia depois de ter estado com a líder do movimento democrático num jantar privado na residência oficial do chefe da missão diplomática norte-americana em Rangum, localizada perto da casa da Nobel da Paz.
Suu Kyi prevê apresentar-se como candidata nas eleições do próximo ano, à frente da Liga Nacional para a Democracia que aguarda aprovação das autoridades para que seja legalizada de novo como um partido político do país.
Os Estados Unidos ofereceram ajuda ao Governo da Birmânia para prosseguir com o processo de reformas políticas, iniciado este ano na sequência da dissolução da junta militar que governou durante cinco décadas.