Os arguidos no caso “Dívidas Ocultas”, em Maputo, reafirmaram, nesta quinta-feira (10) a sua inocência, das acusações de desvio de milhões de dólares, escândalo que provocou a ruptura de relações entre Moçambique e principais parceiros internacionais.
Numa sessão marcada por troca de acusações entre o ministério público e os advogados dos 19 arguidos, a procuradora Ana Sheila Marrengula defendeu todas as acusações e reiterou que os arguidos devem ser condenados a penas exemplares.
O advogado Abdul Gani foi dos mais contundentes nas alegações finais e, na sua réplica, voltou à carga, acusando o Ministério público de ter forjado o processo, não para a busca da verdade, mas simplesmente para condenar alvos previamente seleccionados.
Terminadas as réplicas, foi a vez dos arguidos darem as últimas palavras, antes da sentença. Todos reiteraram inocência e reafirmaram estarem a ser vítimas de circunstâncias estranhas.
Ouvidas as partes é agora a hora do juiz, Efigénio Baptista, preparar a sua sentença, que será revelada em Agosto deste ano.