Analistas dizem que o facto da corrupção penetrar o próprio sistema de segurança do Estado é sinal de que Moçambique perdeu o combate a este fenómeno.
O jurista Tomás Vieira Mário diz que quando dezenas de oficiais de instituições responsáveis pela segurança do Estado são detidos, quer dizer que em Moçambique a corrupção deixa de ser conduta desviante para se assumir como norma do próprio Estado.
Esta semana, Provedor da Justiça, Isac Chande, disse que a detenção da antiga ministra moçambicana do Trabalho e embaixadora em Angola, Helena Taipo, significa o fim da impunidade em Moçambique.
"Quando nós temos dirigentes ao mais alto nível dos Serviços de Informação do Estado na cadeia, quando temos dezenas de funcionários dos Serviços de Migração a serem processados, quando temos dezenas de funcionários do Serviço Nacional de Investigação Criminal, quer dizer que temos toda a estrutura central da segurança do Estado em perigo", destacou Vieira Mário.
Para aquele jurista, "tendo em conta este quadro, eu penso que nós perdemos o combate à corrupção, e esta colocou Moçambique numa situação bastante perigosa, como Estado".
"Temos que refundar o Estado moçambicano, de raiz", defendeu Tomás Vieira Mário.
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