Centenas de adolescentes, jovens e adultos abandonam todos os anos as comunidades rurais de Malanje para continuarem os estudos ou conseguir o primeiro emprego na capital da província ou em outras cidades angolanas.
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A ausência de escolas do I e II ciclos do ensino secundário contribui para o êxodo rural e das assimetrias regionais por falta de quadros e outros serviços sociais básicos.
No município de Calandula com apenas com 23 escolas e 419 professores, o director municipal interino da Educação, César Kuribandeca, disse que a fuga de dezenas de quadros acontece todos os anos.
Na comuna do Lombe, município de Cacuso, a 24 quilómetros da cidade de Malanje, o problema é o mesmo.
António Benedito Kafumana está neste momento a terminar o 3º ano do curso de enfermagem geral nesta cidade e não tenciona voltar a terra natal.
“A falta de escolas lá do ensino médio é que faz com que eu e alguns estudantes viéssemos para cá dar continuidade e progresso aos nossos estudos”, disse, acrescentando que “lá está uma situação precária, um desenvolvimento nada bom”.