O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu ao Presidente da Guiné-Bissau que "proceda à nomeação do primeiro-ministro consensual o mais cedo possível".
"Os membros expressaram apoio ao consenso alcançado no processo de nomeação de um novo primeiro-ministro e na formação de um Governo inclusivo", disse o órgão num comunicado emitido na noite desta quinta-feira, 20, depois de uma reuniãoà porta fechada em que esteve presente o representante especial do secretário-geral e líder do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Modibo Ibrahim Touré.
A nota diz que ainda que os Estados-membros também “acolheram o acordo e a implementação do plano da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e convida todos os envolvidos a não pouparem esforços para a sua total e atempada implementação”.
Ontem, antes de partir para a Cabo Verde, o Presidente da Guiné-Bissau disseque vai anunciar na próxima semana o primeiro-ministro que vai formar o Governo inclusivo.
José Mário Vaz revelou aos jornalistas ter enviado convites aos responsáveis dos órgãos de soberania, partidos com e sem assento parlamentar, elementos da comunidade internacional e da sociedade civil, com os quais se irá reunir antes de decidir na próxima semana.
A VOA revelou na segunda-feira, 17, que José Mário Vaz tem entre mãos três nomes para o cargo de primeiro-ministro.
Umaro Sissoko, um dos principais assessores do Presidente da República, João Mamadú Fadia, também próximo de Vaz, e até aqui director Nacional do Banco da CEDEAO, e Augusto Olivais, antigo secretário nacional do PAIGC são os nomes que estão sobre a mesa do Chefe de Estado.
Augusto Olivais é apontado por observadores como o mais provável candidato, porquanto goza de alguma proximidade com o Presidente a República e dirigentes do PAIGC.