Equipas da Cruz Vermelha procederam à entrega de alimentos, cobertores e medicamentos na província de Homs, enquanto o governo continua a bloquear o acesso ao distrito de Bab Amr.
Segundo um porta-voz do Comité Internacional da Cruz Vermelha, a organização humanitária tem estado a ajudar as famílias que fugiram de Bab Amr após um mês de cerco e que procuraram refúgio em aldeias próximas.
As forças governamentais têm impedido, desde a passada sexta-feira, a ajuda humanitária a Bab Amr, após as tropas de al-Assad, terem desalojado os rebeldes, que tinham controlado a área durante vários meses.
As tropas sírias conseguiram recuperar Bab Amr após quase um mês de intenso bombardeamento, com os activistas a indicarem que centenas de pessoas foram mortas em resultado dos bombardeamentos diários que precederam a batalha final na passada quinta-feira.
Activistas têm dito que os residentes enfrentam uma catástrofe humanitária em Bab Amr e outras zonas de Homs, a terceira maior cidade síria. Electricidade, água e as comunicações tem estado cortadas, os alimentos são escassos, e nos últimos dias registaram-se temperaturas frígidas e a queda de neve.
O governo de al-Assad tinha afirmado que iria conceder acesso à Cruz Vermelha a Bab Amr, mas tem bloqueado o acesso argumentando com questões de segurança.
Durante este período, os activistas acusaram a forças sírias de terem executado residentes e incendiado as casas daqueles que acreditam terem apoiado os rebeldes.
A China, um aliado do governo sírio, ofereceu uma proposta para por termo à violência que prevê um cessar-fogo imediato e conversações entre todas as partes.
A proposta publicada no portal da Internet do ministério dos Estrangeiros chinês, descreve a situação na Síria como sendo grave e apela ao termo imediato de toda a violência.
Apela igualmente a ajuda humanitária e a negociações a serem mediadas pelas Nações Unidas e a Liga Árabe.