Amnistia Internacional pede investigação a ameaças a jornalistas em Moçambique

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O escritório regional da Amnistia Internacional baseado na África do Sul denuncia e "deplora" alegadas ameaças de morte a jornalistas, pastores religiosos e a líderes da sociedade civil nas cidades de Nampula e de Nacala-Porto, norte de Moçambique.
Estas supostas ameaças surgiram na sequência da derrota da Frelimo naqueles municípios há uma semana.
Em comunicado emitido em Joanesburgo, a Amnistia Internacional diz que oito pessoas receberam mensagens e chamadas telefónicas anónimas de ameaça de morte, sendo que um dos ameaçados está em lugar incerto temendo pela sua vida.
Segundo o comunicado, as ameaças indicam que as supostas vitimas devem ter cuidado e que os dias de suas vidas estão contados, pois podem desaparecer sem rasto.
Para a Amnistia Internacional, as alegadas ameaças são caça-às-bruxas contra qualquer pessoa que expressa opinião critica ao governo e suspeita de associação com a Renamo em Nampula.
A Amnistia Internacional apela às autoridades governamentais moçambicanas a fazer profunda investigação às alegadas ameaças.