Quatro dos seis jovens acusados terrorismo e de fidelidade ao grupo Estado Islâmico foram condenados nesta sexta-feira, 24, a três anos de prisão efectiva e multas.
Angélico da Costa, Joel Paulo, Bruno dos Santos e Lando José regressaram à prisão onde estão detidos, em regime preventivo, desde Dezembro do ano passado, enquanto Dala Camueji e Ana Kieto estão em liberdade.
O juiz considerou, na sentença, que a condenação por actos preparatórios de terrorismo e de fidelidade ao grupo Estado Islâmico decorre do facto de poderem ser "perigosos" para a sociedade"
Entretanto, o juiz realçou que a condenação tem por base o facto de seguirem ideais do Estado Islâmico e não por serem muçulmanos.
Ainda de acordo com o tribunal, os quatro condenados tinham dado início à mobilização de membros e que apenas não se tinham juntado ao Estado Islâmico no exterior por falta de verbas.
Na acusação, o Ministério Público indicou que o "grupo muçulmano radical denominado 'Street Da Was', visava "a divulgação do islamismo nas ruas, com a sigla Islamya Angola e que recorria às redes sociais para dar a conhecer as suas ideias.
O advogado Sebastião Assureira disse à Voz da América que o acórdão não se baseou em provas convincentes e quenem sequer provou que os condenados tivessem tentado algum acto terrorista, previsto na Lei de Branqueamento de Capitais e de Combate ao Terrorismo, em vigor em Angola.