O Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, disse hoje em Lisboa que a Constituição da Guiné-Bissau deve ser alterada para resolver o impasse político no país.
“É preciso que a Constituição seja modificada para evitar os problemas, as dificuldades entre o partido no poder e o Presidente eleito”, afirmou Ouattara, quando questionado sobre a situação na Guiné-Bissau, no final de um encontro com o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.
Vaz acusa partidos
O Presidente da Guiné-Bissau acusou na segunda-feira, 11, algumas figuras políticas do país de não estarem interessadas em resolver a crise no país.
“As pessoas que estão directamente ligadas ao Acordo de Conacri, que são subscritoras do acordo são os responsáveis pela situação”, afirmou Vaz, perguntando “o que é que os outros não fizeram para a implementação do acordo de Conacry?,
"Sessenta dias após a entrega do relatório, eu tentei organizar uma reunião com as partes, que devia fechar com o Conselho de Estado, infelizmente, nessa altura, quando tentei contactar as partes, ninguém estava cá. Estavam todos no estrangeiro", justificou José Mário Vaz, dizendo que não vale a pena estar no estrangeiro e mandar recado para a comunidade internacional ou estar no país a mandar recado para o exterior.
Partidos reagem
Em reacção, Agnelo Regala, presidente da União para a Mudança, um dos signatários do Acordo de Conacri, responsabilizou o Chefe de Estado guineense pela situação e diz náo ser verdade o argumento de Vaz, em como o processo não se evoluiu, porque as partes signatárias do acordo estavam ausentes do país, quando era preciso sentar a mesa das negociações.
Para o PAIGC, através do seu Secretario Nacional, Aly Hijazi, é “uma surpresa ouvir do Presidente da Republica e desmarcar-se da sua responsabilidade”.
Os “libertadores” consideram ainda que a justificação do Chefe de Estado, sobre a calendário das reuniões “não é convincente”.