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PR guineense chama de “palhaçada” notícia de lavagem de dinheiro em Portugal


Presidente da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embalo, em conferência de imprensa em Pretória, África do Sul, 28 Abril 2022
Presidente da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embalo, em conferência de imprensa em Pretória, África do Sul, 28 Abril 2022

Procuradoria-Geral da República de Portugal deteve um administrador do Novo Banco por lavagem de dinheiro

O Presidente da Guiné-Bissau classificou de “palhaçada” a notícia veiculada pela imprensa portuguesa de que o administrador do Novo Banco, Carlos Brandão, lavou dinheiro retirado do país.

Brandão foi detido na terça-feira, 9, em Lisboa. Segundo a Procuradoria-Geral da República de Portugal, o administrador corrompeu pelo menos um membro do governo da Guiné-Bissau, com quem mantinha encontros secretos, para lavar na banca portuguesa fortunas desviadas do erário público.

Questionado por jornalistas na quarta-feira, 8, à margem do lançamento do livro “Manecas Santos, uma biografia de luta” no Centro Cultural Português em Bissau, Umaro Sissoco Embaló disse: “sabemos qual é o espírito da imprensa portuguesa em relação à Guiné-Bissau”.

O Chefe de Estado negou qualquer possibilidade de corrupção, apesar de não se ter revelado a identidade da pessoa envolvida, e ainda questionou “quem teria esse dinheiro na Guiné-Bissau que disse ser um “país de bem”.

Sissoco Embaló acrescentou que nem a delegação do Banco Central de Estados da África Ocidental (BCEAO) possui milhares de euros, quanto mais, disse, um cidadão”.

A estação televisiva portuguesa SIC disse que para fazer o plano funcionar, Carlos Brandão contava com a ajuda da mulher, também constituída arguida, e do motorista pessoal, que depositava dinheiro vivo em contas abertas em diferentes entidades bancárias.

O processo encontra-se em segredo de justiça.

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