A intolerância política manifestada pela destruição de material de campanha, violência entre membros de partidos adversários e cobertura parcial da comunicação social são algumas irregularidades apontadas por observadores que acompanharam a campanha eleitoral em Moçambique.
“Há várias irregularidades, das quais o uso abusivo dos meios do Estado, por parte do Partido Frelimo, há cada vez mais violência, há cada vez mais intolerância política”, disse Edson Cortez, diretor do Centro de Integridade Pública.
Os ilícitos eleitorais ainda não chegaram aos tribunais, e o secretário-geral da Frelimo, Roque Silva, quando abordado sobre assunto pediu uma campanha ordeira.
“São incidentes isolados promovidos por este ou aquele partido político, são condenáveis. Neste momento não tenho detalhes (...) dentro do Partido Frelimo, se tiver acontecido alguma coisa, certamente, será analisado,” disse Silva.
Por seu turno, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Dom Carlos Matsinhe, apela à observância estrita da Lei Eleitoral.
“A destruição do material de propaganda de outros partidos é condenável pela Lei, portanto isso não deve acontecer, devemos trabalhar muito na massificação de uma campanha pacífica,” comentou Matsinhe.
A cobertura da campanha eleitoral por parte da imprensa também foi alvo da análise pelo MISA-Moçambique, com Ernesto Nhanala a criticar o privilégio dado aos três principais partidos políticos do país, Frelimo, Renamo e MDM.
“É estranho que esses partidos tenham quase 70% da cobertura analisada nos primeiros dias, e uma concentração da cobertura eleitoral em Maputo e Sofala”, disse Ernesto Nhanala.
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