Angola continua a ser o único país africano de língua portuguesa a integrar o grupo dos “países não livres” no relatório "Liberdade no Mundo 2025", divulgado nesta quinta-feira, 27, pela Freedom House.
Moçambique é o país que mais pontos perdeu, enquanto enquanto Cabo Verde é o melhor colocado.
A organização com sede em Washington atribui a Angola 28 pontos em 100,no grupo dos países não livres.
No documento lê-se que Angola tem sido governada "pelo mesmo partido desde a independência e as autoridades têm reprimido sistematicamente a dissidência política", no entanto pontua que desde a eleição do Presidente João Lourenço, em 2017 "o Governo tomou medidas para reprimir a corrupção endémica e aliviou as restrições à imprensa e à sociedade civil, mas persistem graves desafios em matéria de governação e direitos humanos".
Moçambique é o lusófono em África que perdeu mais pontos, de 44 para 41, embora mantenha-se no grupo dos "países parcialmente livres"
"A permanência ininterrupta do partido no poder permitiu-lhe estabelecer um controlo significativo sobre as instituições estatais", escreve a Freedom House. que realç0u que, além de se debater com a corrupção, os jornalistas "correm o risco de sofrer ataques violentos".
A Guiné-Bissau, que também está no grupo de parcialmente livres, perdeu dois pontos, de 43 para 41.
"O sistema político da Guiné-Bissau tem sido prejudicado nos últimos anos por divisões entre o Presidente e o Parlamento", mas, embora a organização afirme que "as condições das liberdades civis tenham melhorado gradualmente", a polícia "continua a perturbar as manifestações e a corrupção é um problema grave que tem sido exacerbado pelo crime organizado"
De acordo com o relatório, "Cabo Verde, que tem 92 pontos em 100, é o melhor colocado, com "uma democracia estável com eleições competitivas".
"As liberdades civis são geralmente protegidas, mas o acesso à justiça é prejudicado por um sistema judicial sobrecarregado e a criminalidade continua a ser uma preocupação", escreve a Freedom Rouse que também mantém São Tomé e Principe no grupo do grupo dos países livres, com 84 pontos.
"A pobreza e a corrupção enfraqueceram algumas instituições e contribuíram para a disfunção do sistema judicial" no país, conclui a Freedom House.
O relatório realça que "em todas as regiões do mundo foram observados declínios dramáticos na liberdade".
Fórum