O aumento da tensão entre Ruanda e o Congo Democrático pode pôr em causa a mediação diplomática de Angola, segundo analistas. Para falar sobre o assunto, ouvimos os especialistas de relações internacionais, Francisco Ramos da Cruz, Luís Domingos e Kimkinamo Tuasamba.
As forças militares da República Democrática do Congo e das milícias supostamente apoiadas pelo Ruanda, podem estar à beira de um conflito cujas consequências são ainda imprevisíveis.
O subir de tom ficou evidente esta semana quando o Presidente Felix Thisekedi manifestou algum sentimento de impaciência, devido às elevadas e sucessivas violações da fronteira comum por parte das forças do Ruanda, cujo Presidente Paul Kagame é acusado de estar a fomentar a instabilidade naquela região.
Angola lidera os esforços para uma solução pacífica deste conflito, através dos mecanismos diplomáticos, mas tem um exercício bastante atribulado e com muitas incertezas.
O Presidente João Lourenço esteve, esta semana, na capital da República do Ruanda e na capital da República Democrática do Congo, no quadro dos esforços diplomáticos que empreende, como medianeiro, para remover a tensão prevalecente. João Lourenço tem uma missão difícil para devolver a estabilidade entre os dois países.
A actual crise surgiu em Novembro de 2021, quando um suposto grupo
militante que se julgava extinto, o Movimento 23 de Março, realizou ataques-relâmpago a posições militares das Forças Armadas da República Democrática do Congo no norte da província de Kivu, a oeste das fronteiras entre o Uganda e o Ruanda.
O especialista de relações internacionais, Francisco Ramos da Cruz entende que existem forças externas que estejam, supostamente interessadas em desestabilizar aquela região do continente.
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